3 razões científicas porque a maioria de nós procrastina

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Você é do tipo de pessoa que deixa tudo para a última hora? Você não está só! Entenda porque as maioria de nós procrastina.

Amanhã eu faço!” ou ainda “Tem tempo até a data final, depois eu entrego!

Quem nunca contou essa ‘mentirinha’ para si mesmo, que atire a primeira pedra.

Pois é, meus amigos e amigas, você não está só quando o assunto é deixar atividades importantes para depois. Mas, se você pensa que isso só acontece por causa da tecnologia, você está muito enganado!

Na verdade, isso sequer é um hábito das culturas modernas!

De acordo com o Dr. Timothy Pychyl, um dos maiores estudiosos do tema, uma das primeiras referências à procrastinação foi em um sermão em 1682. Ou seja, a procrastinação já é persona non grata na humanidade há muuito tempo!

Aliás, este hábito está aí há tanto tempo que já é, inclusive, considerado uma prática normal, e até mesmo aceitável. Mas será que é mesmo?

Que tal conhecer os 3 principais motivos porque a maioria das pessoas procrastina? Então vem com a gente no artigo de hoje!

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O que significa procrastinar?

por que a maioria de nós procrastina
Deixar para depois atividades importantes pode prejudicar a sua produtividade no trabalho!

De acordo com o dicionário de significados, “procrastinar é o ato de adiar algo ou prolongar uma situação para ser resolvida depois.”

Resumidamente, procrastinar significa deixar para depois atividades importantes. E a verdade é que essas atividades importantes podem variar desde deixar de lavar a louça, até ‘esquecer’ de entregar a apresentação de um projeto no trabalho.

De acordo com os experts da área, Dr. Joseph Ferrari e Dr. Timothy Pychyl, cerca de 20% das pessoas se identificam como procrastinadores. Aliás, para essas pessoas, procrastinar é muito mais do que um atraso involuntário, é um estilo de vida. E qual o problema disso, afinal?

Bem, o problema é que essa capacidade de adiar compromissos perpassa todos os sentidos da vida do procrastinador, podendo sabotar suas chances. E nesse caso, não são apenas as suas chances no trabalho não!

Por exemplo, procrastinadores clássicos podem deixar de pagar as contas em dia, ou ‘esquecer’ de comprar ingressos para um show. Podem também deixar para fazer a declaração do imposto de renda no último minuto, ou fazer as compras de fim de ano na véspera de natal.

Em outras palavras, procrastinar pode prejudicar a vida pessoal, profissional e até mesmo emocional das pessoas!

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Por que a maioria de nós procrastina?

De acordo com pesquisa, cerca de 20% da população faz na procrastinação um estilo de vida!

Embora para alguns a procrastinação possa parecer algo trivial, ela pode afetar profundamente a vida das pessoas.

Porém, ao contrário do que pensam muitas pessoas, a procrastinação não é um problema de má organização do tempo. Aliás, os procrastinadores e procrastinadoras de plantão têm a mesma habilidade de medir o tempo, ainda que sejam mais otimistas em relação a ele.

Mas então por que, afinal de contas, a maioria de nós procrastina?

Vamos ver agora 3 razões científicas que explicam porque a maioria de nós procrastina!

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1. Dificuldade em controlar impulsos

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Para quem procrastina, um prazer imediato vale muito mais que uma recompensa a longo prazo!

De acordo com os especialistas, o principal problema é no controle de impulsos. Em outras palavras, quem procrastina tem mais dificuldade de controlar impulsos, emoções e comportamentos.

Isso vale especialmente no que se refere a objetivos de longo prazo, como uma promoção no trabalho ou comprar a casa própria.

Vale lembrar que as regiões cerebrais que regulam o autocontrole estão no cortex pré-frontal, que é muito maior nos humanos no que em qualquer outro mamífero. Aliás, é graças a ele que temos a habilidade de planejar, avaliar alternativas e evitar ações que vamos nos arrepender depois.

Entretanto, no caso daqueles que sempre deixam suas tarefas para depois, controlar um impulso pode ser mais difícil, já que valorizam muito mais a recompensa imediata.

Por exemplo, para essas pessoas vale muito mais continuar assistindo o filme AGORA, do que realizar uma tarefa importante e assisti-lo depois.

Mas não se preocupe se você é #teamprocrastinar, porque isso não quer dizer que você não tem autocontrole!

Aliás, estudos demonstraram que o autocontrole pode mudar drasticamente ao longo da vida e pode ser melhorado com prática. Só não vale deixar a prática para depois, viu!

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2. Não se nasce procrastinador

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Pais controladores podem ajudar na formação de um procrastinador, segundo pesquisas!

Ah, eu já nasci assim”. Bem, de acordo com a ciência, essa desculpa não cola mais!

Isso porque, de acordo com pesquisas, a maioria de nós aprende a procrastinar, geralmente no ambiente familiar. Porém, isso não quer dizer que seus pais fossem procrastinadores natos. Aliás, muito pelo contrário!

Estudos demonstraram que a procrastinação pode ser uma resposta a uma criação autoritária. Em outras palavras, ter pais exigentes e controladores impede as crianças de desenvolverem e internalizarem o senso de autocontrole.

E isso faz muito sentido, já que quem assume esse papel são os pais da criança. Em alguns casos, a procrastinação pode ser até mesmo uma forma de se rebelar contra o autoritarismo dos pais.

E nesses casos, o problema pode ficar ainda maior, já que procrastinadores tendem a buscar os amigos, já que estes são mais tolerantes com os atrasos.

Isso pode acabar reforçando o comportamento procrastinador, causando problemas mais adiante…

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3.  Procrastinadores buscam distrações

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Parece contraditório, mas quem procrastina cria suas próprias desculpas…

Isso pode até parecer um tanto quanto contraditório, já que quem procrastina costuma se sentir incomodado ou aflito.

Entretanto, a verdade é que a maioria dos procrastinadores e procrastinadoras de plantão buscam distrações para adiar atividades mais relevantes.

Para isso, escolhem particularmente aquelas que não demandam muito tempo ou compromisso. Um bom exemplo disso é checar a caixa de e-mail. Aliás, esta é uma atividade perfeita para procrastinar e ainda ter a sensação de que o trabalho está sendo feito.

Mas por que alguém faria isso?

Bem, a verdade é que aí os motivos variam – e muito – de pessoa para pessoa. Entretanto, a distração das atividades relevantes pode ser apenas uma maneira de controlar e esconder emoções como o medo de falhar.

Falando nisso, o Dr. Ferrari identifica pelo menos 3 tipos básicos de procrastinadores:

  1. Aqueles que esperam até o último minuto pela sensação de euforia.
  2. Aqueles que evitam algo por medo do fracasso, do sucesso ou do julgamento alheio.
  3. Aqueles que evitam fazer escolhas para evitar se comprometer.

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E aí, com qual tipo de procrastinador você mais se identificou? Deixa nos comentários aqui embaixo!

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